A Reforma Tributária deixou de ser um tema futuro e abstrato. Ela já está em curso no Brasil e trará impactos profundos sobre preços, margens, fluxo de caixa, contratos, créditos tributários e estrutura operacional das empresas nos próximos anos.
O erro mais comum neste momento é tratar a reforma como algo distante, quando, na prática, as decisões tomadas agora determinam o impacto financeiro nos próximos exercícios.
O cenário atual da Reforma Tributária no Brasil
Com a aprovação da Emenda Constitucional nº 132/2023, o país iniciou a maior transformação do sistema tributário das últimas décadas. O modelo atual, baseado em múltiplos tributos sobre consumo, será substituído gradualmente por um sistema de IVA dual, composto por:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – federal
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – estadual e municipal
Além disso, haverá um período de transição longo, com convivência entre o sistema atual e o novo, exigindo das empresas gestão paralela de regras, créditos e obrigações.
Ou seja: a complexidade não diminui no curto prazo, ela aumenta.
Por que cada empresa será impactada de forma diferente
Não existe impacto padrão da Reforma Tributária. Os efeitos variam conforme:
- Regime tributário (Simples, Presumido, Real)
- Setor de atuação
- Cadeia de fornecedores e clientes
- Estrutura de custos
- Possibilidade de aproveitamento de créditos
- Localização das operações
- Tipo de contrato firmado com clientes e parceiros
Empresas com margens apertadas, operações complexas ou contratos de longo prazo tendem a sentir os efeitos com mais intensidade se não houver planejamento prévio.
O que empresários precisam fazer agora
A fase atual exige ação estratégica, não espera. Entre as principais medidas estão:
1. Revisar enquadramentos tributários
É essencial reavaliar se o enquadramento atual continuará sendo o mais eficiente no novo cenário. O que hoje é vantajoso pode deixar de ser.
2. Entender os impactos diretos na operação
A reforma altera:
- Formação de preços
- Aproveitamento de créditos
- Cadeia de suprimentos
- Custos operacionais
Ignorar esses pontos pode corroer margens sem que o empresário perceba de imediato.
3. Ajustar processos internos
Sistemas, cadastros fiscais, parametrizações e controles precisarão ser revistos para operar corretamente durante a transição entre regimes.
4. Planejar a transição para o novo sistema
A transição será gradual, mas exige planejamento financeiro e operacional para evitar:
- Perda de créditos
- Pagamentos indevidos
- Riscos fiscais
- Impactos no caixa
5. Preparar o financeiro para 2025 e anos seguintes
Mesmo com implementação plena apenas nos próximos anos, os reflexos financeiros começam antes, especialmente em contratos, investimentos e decisões estratégicas.
Antecipação não é custo, é vantagem competitiva
Empresários que se antecipam:
- Tomam decisões mais seguras
- Evitam riscos fiscais e financeiros
- Protegem margens
- Identificam oportunidades de eficiência tributária
- Ganham previsibilidade em um cenário de mudança
Quem deixa para reagir depois tende a operar no modo corretivo mais caro, mais arriscado e menos eficiente.
O papel da controladoria nesse momento
A Reforma Tributária não é apenas um tema fiscal. Ela exige visão integrada entre contabilidade, tributação, finanças e estratégia.
A controladoria atua justamente nesse ponto:
- Avaliando impactos reais no negócio
- Simulando cenários
- Orientando ajustes operacionais
- Apoiando decisões estratégicas com base em dados
Na B2CON, o trabalho é personalizado, porque cada empresa tem uma realidade diferente, e a Reforma exige soluções sob medida.
Agora é o momento certo
A Reforma Tributária está em andamento.
O impacto é real.
E o tempo para se preparar está correndo.
👉 Agende sua reunião com a controladoria da B2CON e veja, na prática, como a Reforma Tributária impacta sua empresa, antes que isso se reflita no caixa, nas margens e na operação.